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Pesquisadores vão monitorar malária e dengue na fronteira do Amazonas

(Foto; Divulgação)
MANAUS - Pesquisadores do Amazonas, Amapá e da Guiana Francesa se uniram para desenvolver um sítio sentinela de observação de clima e saúde na região fronteiriça da Amazônia para estudos sobre malária e outras doenças de transmissão vetorial como Dengue, Chikungunya e Zika vírus. O sítio será implantado entre a Guiana e o Amapá. No Amazonas, o estudo será realizado no município de Tabatinga, na tríplice fronteira Colômbia/Peru/Amazonas.

O estudo é coordenado pelo chefe do Departamento de Vigilância Ambiental da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas - FVS, Ricardo Augusto Passos, no âmbito do Programa de Cooperação Internacional Guy Amazon da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas Fapeam. Ricardo Passos informou que a vocação do sítio sentinela é de recolher, representar, analisar dados e difundir informações e conhecimentos bilaterais especializados, pluridisciplinares, em longo prazo.

O principal desafio do projeto de pesquisa será a transmissão de dados, em tempo real, via internet, considerando as dificuldades de sinal de internet na região de fronteira. “Sabemos que grande parte dos municípios do Amazonas ainda enfrentam problemas na rede de telefonia e internet e isso, pode dificultar o envio de dados para alimentação dos sistemas a partir das bases locais”, disse Ricardo Passos.

O pesquisador explicou que o projeto tem três eixos principais: a construção de referenciais cartográficos e a produção de camadas de informações chave para a cartografia e a construção de indicadores de risco, a representação, o compartilhamento, e a integração de dados e de informações heterogêneas e multidisciplinares, e a contribuição à definição de formas operacionais de recolhimento e de espacialização de dados, para a constituição de conjuntos de dados novos e a alimentação rotineira do sítio sentinela, permitindo a possibilidade de gerar novos conhecimentos.

“O projeto de pesquisa dará início à construção de um sítio sentinela na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru, entretanto, ele não tem capacidade para estruturar a parceria com Colômbia e o Peru, o que seria essencial para a sua implementação efetiva. Outras fontes de financiamento serão encontradas para identificar e construir uma parceria relevante envolvendo parceiros colombianos e peruanos”, disse Ricardo Passos.

Segundo ele, o projeto faz parte de uma abordagem de longo prazo que visa buscar soluções metodológicas e meios materiais e humanos necessários para a manutenção de um dispositivo de observação e de difusão de dados. Ricardo Passos disse, ainda, que isso permitirá ao sítio sentinela o rótulo de Observatório pelas organizações francesas, como o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento - IRD, e brasileiras, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, e atrairá mais investimentos para a pesquisa na região amazônica.