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Estudos de órgão do Ministério da Saúde mostram que 5,6% da população de Manaus é fumante

O tabagismo é responsável por 63% dos óbitos por doenças crônicas (Foto: Divulgação)MANAUS – Estudos indicam que 5,6% da população de Manaus é fumante, sendo que a maior frequência foi encontrada entre homens (7,9%) e a menor, entre mulheres (3,4%). O estudo também revela a frequência de fumantes passivos, que alcança 8,4% da população da capital amazonense. O maior percentual de fumantes passivos ocorre no sexo feminino (9,4%) e a menor, no masculino (7,3%). Os dados são da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel 2026.

 

O Vigitel faz parte do sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis - DCNT do Ministério da Saúde. Os números foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde – Semsa, na quinta-feira, 29, quando foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. 

Dessas, o tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado), 25% por doenças coronarianas (angina e infarto) e 25% por doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral). Além de estar associado às doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo também é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras doenças, tais como - tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras doenças.

“O tabagismo é um problema de saúde pública que gera adoecimento e morte precoce no mundo, além de causar dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de drogas como cocaína. A Semsa vem intensificando suas ações para que consigamos reduzir ao máximo o número de fumantes em nossa cidade”, destacou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi. Desde 2008 a Semsa executa o Programa Municipal de Controle do Tabagismo. Atualmente, existem 22 Ambulatórios de Tratamento ao Fumante distribuídos nos cinco Distritos de Saúde - Disas.

O tratamento é baseado na Abordagem Cognitivo Comportamental e composto por: primeira avaliação clínica e quatro sessões estruturadas. Após as sessões estruturadas são realizadas as sessões de manutenção. Os encontros são realizados em grupo, uma vez por semana, e duram em média duas horas. Caso seja necessário, o fumante também poderá ter o apoio medicamentoso. São ofertados gratuitamente medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona.

No Amazonas, uma Lei estadual e outra Lei municipal, publicadas em 2009, resguardam o direito de quem não fuma, mantendo os ambientes saudáveis e livres do cigarro. O fumante deve ter conhecimento de que a fumaça do seu cigarro ou de outro derivado do tabaco pode causar doenças nas pessoas com quem convive em casa, no trabalho e em demais espaços coletivos e que não existe nível seguro de exposição à fumaça. No Brasil, em 1989 o percentual de fumantes de 18 anos ou mais era de 34,8%. Em 2013, de acordo com pesquisa mais recente para essa mesma faixa etária em áreas urbanas e rurais, este número caiu para 14,7%. Como resultado das importantes ações de controle do tabaco desenvolvidas, a prevalência de tabagismo vem diminuindo ao longo dos anos.