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Presidente do Sinetram reclama da falta de investimentos em infraestrutura

Sinetam diz que números de passageiros cai 15% entre 2015 e 2017 (Foto: Divulgação)MANAUS – Durante o seminário "Qualidade no Transporte Público: Uma demanda social", realizado quinta-feira, 31, em São Paulo, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas - Sinetram, Carmine Furletti, apontou a falta de investimentos em infraestrutura, por parte do governo do Estado e da Prefeitura de Manaus, como uma das causas do valor da passagem de ônibus na capital amazonense. Segundo ele, isso reflete diretamente na queda de 15% no número de passageiros.

 

Essa queda foi registrada no período de 2015 e 2017. O seminário foi promovido pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU. Para o presidente do Sinetram, assim como a saúde, educação e a segurança pública, o transporte coletivo deve ser prioridade para os governos, afim de garantir investimentos para a mobilidade urbana. “Temos que tratar o transporte coletivo como uma demanda social, onde o governo também possa fazer os investimentos, principalmente em infraestrutura”, disse, Carmine Furletti.

“Com isso, vamos ganhar eficiência e trazer de volta os passageiros para o ônibus. Uma tarifa cara não é boa para as empresas e nem para os usuários. Também precisamos que os governos garantam a segurança jurídica dos contratos para conseguirmos financiamento. Com esses requisitos cumpridos, vamos melhorar ainda mais o serviço”, acrescentou o presidente do Sinetram. Carmine Furletti, no entanto, não fala da falta de investimentos das empresas de ônibus que atuam em Manaus, para melhorar o serviço prestado à população.

É comum encontrar parlas ruas da cidade ônibus com pane mecânica. Isso porque os veículos são velhos e falta a manutenção adequada. Quem acaba pagando pela ineficiência dos empresários são os usuários de transporte coletivo, já que têm que desembolsar R$ 3,80 por uma passagem de ônibus, e quando um desses veículos fica em pane, o trabalhador ou estudante, para cumprir seu horário tem que pagar uma nova passagem em outro ônibus. Isso sem contar na falta de educação de motoristas e cobradores, principalmente com pessoas idosas.