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Vereadores ficam contra paralisação de trabalhadores da construção civil

Vereadores dizem que ação dos trabalhadores prejudicou a cidade (Foto: Robervaldo Rocha/CMM)MANAUS – Um grupo de vereadores se posicionou contra a paralisação dos trabalhadores da construção civil, que no início da manhã desta terça-feira, 22, ocuparam por 3 minutos a avenida Mário Ipiranga, na zona Centro-Sul, reivindicando melhores condições de salariais e de trabalho. Na avaliação dos vereadores, essa ação comprometeu a mobilidade urbana da cidade, já que causou um grande engarrafamento.

 

Em nota, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito – Manaustrans, disse que esteve monitorando a manifestação dos trabalhadores da construção civil. Ainda segundo a nota, por volta das 8h, os trabalhadores ocuparam, temporariamente, a avenida Mário Ipiranga, interditando o fluxo de veículos por aproximadamente 3 minutos e, em seguida, liberavam o tráfego. Perto das 9h, a manifestação foi encerrada. O Manaustrans informou, ainda, que durante o protesto foi liberada a Faixa Azul.

O presidente da Câmara Municipal de Manaus – CMM, Wilker Barreto – PHS, disse que é preciso respeitar o direito de ir e vir das pessoas e por inviabilizar o fluxo dos veículos nas vias de acesso a hospitais e prontos socorros da cidade. “O interesse da cidade deve estar acima de qualquer interesse, seja qual for a categoria. Hoje, a cidade acordou com esse transtorno no trânsito injustificável. Defendo o direito de greve, mas tirar o direito de ir e vir das pessoas, extrapola todas as prerrogativas legais”, disse o vereador.

O vereador Wallace Oliveira – Podemos, disse que mobilizações como essas estão banalizando a cidade e os prejuízos causados pelos manifestos devem ter relevância. “Pessoas poderiam perder a vida por conta da mobilização. Daqui a pouco uma briga de vizinhos vai interromper uma via”, questionou o vereador. Roberto Sabino - PROS, disse lamentar o fato esteja virando “moda” em Manaus. Para ele, medidas necessárias devem ser tomadas para impedir tais manifestações que prejudicam o dia a dia da população. “É necessário intervenção da Câmara Federal. Que se crie leis para coibir ações como essa”.

“É preciso ter equilíbrio nas manifestações, sem prejudicar aqueles que precisam chegar ao seu destino”, defendeu o líder do prefeito na Câmara, vereador Joelson Silva – PSC. Essa não é a primeira manifestação na cidade. Durante a enchente deste ano, moradores de várias áreas da cidade ocuparam as ruas, incendiando madeiras e pneus, protestando contra a demora para o pagamento do auxílio-aluguel devido pela Prefeitura de Manaus. Mas os vereadores não protestaram contra essa ação. Os trabalhadores e concursados da saúde também paralisaram o trânsito em várias áreas da cidade, mas os vereadores ficaram calados.

Na semana passada, os rodoviários paralisaram o trânsito na avenida Constantino Nery, protestando contra a falta de segurança na cidade e os constantes assaltos a ônibus. Os vereadores fizeram de conta que não era em Manaus e nada disseram. Em duas ocasiões, este ano, os rodoviários pararam toda a cidade, com uma paralisação geral, deixando mais de 800 mil pessoas sem transporte, por uma manhã inteira, reivindicando reajuste salarial. Durante o ano já foram quase 50 paralisações por motivos variados, mas sempre prejudicando a população, que também foi “agredida”, com a tarifa de ônibus tendo um reajuste acima da inflação. Porém, não se viu os vereadores de Manaus ocuparem a tribuna da Câmara para protestar contra essas ações dos trabalhadores do transporte coletivo.