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Mais de 2,3 milhões de eleitores do Amazonas escolhem no domingo o novo governador

Amazonino e Eduardo disputam os votos dos eleitores amazonenses (Foto: Divulgação)MANAUS – Neste domingo, 27, será realizado o segundo turno da eleição proporcional que vai eleger o novo governador do Amazonas, para um mandato tampão de 15 meses. Amazonino Mendes – PDT e Eduardo Braga –PMDB disputam os votos de 2.337.242 eleitores que, segundo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas – TRE-AM, estão aptos a votar. O eleito será diplomado dia 2 de outubro, tendo um período bem curto para colocar em prática suas propostas de campanha, até porque viabilizar uma candidatura em 2018.  

 

Segurança e saúde são as áreas prioritárias, necessitando de investimentos e de um novo modelo de administração. Isso com poucos recursos, já que a economia do Estado ainda está na fase de recuperação, segundo os economistas. A área de educação também aparece como prioridade. Vale lembrar que os índices de criminalidades e melhoria na saúde educação, devem aparecer até o mês de junho de 2018, quando deverão ser realizadas as convenções partidárias, onde partidos e coligações indicam quem vai disputar o cargo para governo do Estado para um período de quatro anos. 

Em 2018 vão estar na disputa também duas vagas para o Senado, e vagas para deputados federais e deputados estaduais. Daí a importância dessa eleição suplementar, quem ganhar terá a oportunidade de fortalecer seu grupo político, e quem perder terá que fazer um grande esforço para manter seu atual grupo de sustentação política. Se Amazonino Mendes ganhar, com indicam as pesquisas, será uma volta triunfal do velho cacique, uma vitória também de algumas lideranças que acreditaram no seu potencial de convencimento. Se o vitorioso for Eduardo Braga, terá quebrado uma sequência de derrotas. 

Em 2012 ele apoiou a senadora Vanessa Grazziotin – PC do B, na eleição para a Prefeitura de Manaus. Perdeu para Arthur Neto PSDB. Em 2014 disputou o governo do Estado e perdeu para José Melo – Pros, que este ano foi cassado acusado de compra de votos, o que originou a eleição suplementar, colocando Eduardo Braga na disputa com Amazonino Mendes. Se Eduardo Braga perder, pode ter dificuldades para voltar a disputar o governo do Estado em 2018, podendo ter que disputar a reeleição para o Senado. Já Amazonino Mendes não tem nada a perder, se não se eleger voltar para sua tranquila aposentadoria.    

Já para o TRE-AM, uma das maiores preocupações é que no segundo turno da eleição aumento o número de abstenções, votos brancos e votos nulos. No primeiro turno, quando nove candidatos estavam na disputa, a abstenção foi de 474.958. Votos em branco somaram 58.161 e votos nulos 210.075. Como no primeiro turno da eleição, no domingo também não haverá transporte livre para os eleitores, o que deve aumentar a fiscalização dos agentes do Detran-AM e do Manaustrans, para impedir o transporte ilegal de eleitores. Por outro lado, cerca de 10 mil agentes de segurança das Forças Armadas e das polícias Federal, Militar e Civil, vão estar atuando na capital e no interior do Estado, para proibir boca de urna, consumo de bebidas alcoólicas em bares e outros estabelecimentos e garantir a segurança na eleição.